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IBM mira pequenas empresas e vende economia de energia

 
A IBM pretende voltar-se ainda mais para a questão ambiental no ano de 2008. A afirmação é do diretor da área de Sistemas e Tecnologia da IBM Brasil, Armando Toledo, que também aposta na expansão da companhia como fornecedora de soluções e equipamentos para as pequenas e médias empresas e fora do eixo Rio-São Paulo. Para conseguir atender a essa demanda crescente e pulverizada, a empresa está buscando ampliar o número de parceiros pelo País.

 

Com receitas totais na ordem de US$ 24,1 bilhões em todo o mundo, no terceiro trimestre de 2007, dos quais US$ 10,2 bilhões vindos das Américas - a empresa não revela quanto o Brasil contribuiu para o balanço da holding -, a IBM tem buscado melhorar seus preços para posicionar-se como fornecedor de Tecnologia da Informação (TI) para a pequena e média empresa. "Estamos enfocando as Regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sul e o interior de São Paulo, que têm um potencial muito grande", destaca. Na opinião do diretor, a visão das pequenas e médias empresas está mudando. "Tecnologia da informação era antigamente artigo de luxo. Hoje em dia até a pequena e média empresa já percebeu que sem TI ela não compete. Sem TI o empresário morre." Para atender a essa demanda crescente, a IBM conta, no Brasil, com um incremento no número de parceiros espalhados pelo País. Atualmente, a empresa atende diretamente apenas 100 grandes clientes.

 

Todos os outros - número não revelado pela companhia - são atendidos pelos cerca de mil parceiros da empresa, que fazem da venda e da implementação ao pós-venda. "São distribuidores e solution providers (provedores de soluções), e temos interesse em buscar mais parceiros principalmente nessas regiões citadas anteriormente", afirma Toledo.

 

Economia

 

Toda essa expansão programada pela empresa deve seguir o conceito de "TI Verde", que, segundo o executivo, "é a preocupação não só com a energia que é gasta pelos equipamentos, mas também com o impacto ambiental que se causa com o consumo dessa energia". Toledo afirma ainda que, dos 25 computadores mais 'verdes' do mundo, 24 são da IBM.

 

Quando utilizado na própria companhia, esse conceito possibilitou a troca de 3.900 servidores por 30 mainframes, economizando 80% do consumo de energia. "Todos os lançamentos da IBM em todo o mundo agora estão voltados para esse conceito de economia de energia. O Projeto Big Green recebeu investimento de US$ 1 bilhão para sua aplicação ao redor do globo", diz Toledo. De acordo com ele, o Brasil ainda é foco de grande investimento da companhia. Essa atenção toda surgiu do estudo que aponta que, em muitos casos, 60% dos gastos de energia de um computador vêm dos sistemas de refrigeração e apenas 40% correspondem ao resto dos processos da máquina. "Por isso, queremos melhorar esse sistema: para gastar menos energia."

 

Segundo Toledo, o carro-chefe desse processo é a chamada consolidação, que substitui um número grande de servidores por equipamentos de maior capacidade e que ocupam um espaço menor. "Temos feito um estudo, para os clientes, de utilização do uso dos servidores, e a partir disso fazemos uma proposta de consolidação. Assim, trocamos as pequenas máquinas por uma grande que faz todo o serviço, e criamos servidores virtuais, o que não muda em nada os processos da empresa", conta.

 

Segundo ele, a vantagem é que é mais fácil gerenciar uma só maquina: todo o comando da empresa fica ligado a um software. "O cliente compra uma certa capacidade, mas pode se programar para ter lá uma capacidade ociosa. Assim, em caso de aumento de demanda é possível reequilibrar o potencial da máquina para o usuário, ou compensar com outra área da empresa que não está em sua capacidade máxima, ou ativar os processadores ociosos. Nesse caso, o cliente paga por demanda extra utilizada", explica Toledo.

 

Um exemplo desses equipamentos é o Power 6, um processador lançado em junho que observa qual a capacidade de uso do computador e está capacitado a desligar automaticamente núcleos independentes, economizando desempenho e energia. Esse processador é duas vezes mais potente que o seu antecessor, o Power 5, e consome a mesma quantidade de energia.

 
Fonte: DCI 26/11
 
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