Corriqueiramente recebemos muitos questionamentos sobre TEF (sigla que corresponde a Transferência Eletrônica de Fundos), seu funcionamento, benefícios, integração com automações comerciais, obrigatoriedade e outras questões. Levando em conta o considerável crescimento no uso de meios eletrônicos de pagamentos (cartões de crédito, débito, pré-pagos, vouchers, fidelidades, frotas, vales, correspondentes bancários, recargas de celular e novos aparecendo constantemente), podemos afirmar que os principais benefícios do TEF, neste complexo cenário, são o controle, segurança, agilidade e opções de escolha no momento do estabelecimento comercial realizar transações financeiras eletrônicas diversas com seus clientes e parceiros, por meios físicos e também virtuais.

Tais benefícios decorrem das características técnicas e de funcionamento inerentes ao TEF, pois na maioria dos casos este funciona totalmente integrado à automação comercial, recebendo diretamente desta as informações necessárias para a realização da transação eletrônica, lidando com o cartão do cliente final, senha e demais informações de forma totalmente segura (via Pin-Pad no PDV, como exemplo mais comum). Diretamente do PDV o TEF leva a transação ao seu ambiente de retaguarda, o qual a envia às adquirentes, bancos e autorizadoras por meio de softwares, links e equipamentos que seguem as mais rígidas regras internacionais de segurança (PCI/PA-DSS), contemplando certificações, homologações e rotinas de testes estressantes, além de criptografias, ferramentas que resguardam informações confidenciais e contingências, tudo isso em ambientes controlados e de alta disponibilidade.

Desta forma, a probabilidade de equívocos e contratempos no momento do pagamento são consideravelmente diminuídos, já que o TEF entrega a transação ao seu destino exatamente da forma que a automação comercial a recebeu e processou, retornando a esta em poucos segundos a aprovação da transação, ou não, com todas as informações provenientes da instituição financeira autorizadora. Neste contexto, o TEF possui uma outra característica importantíssima, a multiadquirência, fornecendo ao estabelecimento comercial a automática ‘inteligência’ (pré-configurada em sua retaguarda conforme escolhas deste) para que cada transação seja enviada à instituição determinada por ele, considerando o cartão, bandeira e forma de pagamento usados, além das taxas e condições comerciais acordadas entre o estabelecimento e todas as instituições autorizadoras, financeiras ou não, com as quais desejar trabalhar, configuradas e disponíveis concomitantemente no TEF. Em decorrência de toda esta tecnologia, o estabelecimento não só possui uma única ferramenta que trata todas as possibilidades para a realização de suas transações eletrônicas, mas também para armazenamento seguro das mesmas, podendo realizar diversas outras funções administrativas, financeiras e de marketing, como a conciliação eletrônica das vendas com cartões; relatórios e extração de dados sob demanda; verificação/comparação de taxas, valores e comissões; cruzamento de informações; além de dados precisos para entender como seus clientes pagam pelos seus produtos e serviços.

Concluindo, seguramente o TEF é a solução mais completa para se receber pagamentos e outras formas de transações eletrônicas (independentemente das idas e vindas das tão comentadas obrigatoriedades estaduais), pois seu conjunto de ferramentas e tecnologias provêm aos estabelecimentos comerciais benefícios que  nenhuma outra solução, para estes fins, pode oferecer.

 

Sigvard Von Baranow

Diretor de Negócios da VBI; Integrante do GT Meios de Pagamentos AFRAC; Formado em Direito pela PUC-SP; MBA – Gestão e Engenharia de Produtos e Serviços pela POLI-USP